Silente

fevereiro 7, 2011

 

Ophelia - Pintura de John William Waterhouse

Ophelia - Pintura de John William Waterhouse

 

Luzes oscilantes nos olhos silentes

Diz tal qual cor ou efeito lhe atende

pelo nome, esta tua natureza crisálida.

O eco dos passos no tempo da música

O sal delicado da pele derretendo em minha língua

De minha boca o expiro profundo e quente

Que outrora fora palavra poesia poente

 

Passo a dormir entre as raízes profundas

Cravadas no silêncio fresco da terra vermelha

São como ladras mãos serenas

em busca de água no ventre do solo

 

Pequenos vermes vão à tona tornando-se borboletas

E procuram o hálito doce das flores  mais efêmeras

Onde mergulham suas pequenas papilas

 

No colo das quimeras um limbo morno

Arranco o cordão umbilical que se torcia em meu pescoço

E vivo de braços dados com o acaso em busca de meus sinônimos.

 

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3 Respostas to “Silente”

  1. gabrielpalmaguitar Says:

    Muito bom o poema, amor. Eu adorei!!! Continue escrevendo! Beijo do seu amor Gabriel

  2. Alguém que importa. Says:

    Lindo… =)


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